Aécio defende refundação do PSDB e oposição propositiva

05/11/2010 às 11:25 | Publicado em Política | Deixe um comentário

VALDO CRUZ

DE BRASÍLIA

Ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves, defende a "refundação do PSDB" para recuperar sua "identidade". Para isso, propõe refazer o programa partidário dos tucanos até maio do próximo ano.

O novo texto, segundo ele, defenderia sem "constrangimentos" as privatizações do governo FHC e, ao mesmo tempo, fugiria de armadilhas eleitorais fixando que empresas como Banco do Brasil e Petrobras devem ser preservadas como estatais.

No Senado, o tucano mineiro promete uma "oposição generosa" à presidente Dilma nas discussões sobre as grandes reformas e "aguerrida" na defesa das instituições democráticas, da ética e na fiscalização dos atos do Executivo.

Aécio repete que o presidente Lula "atropelou algumas das nossas instituições" durante a campanha, mas diz que a "eleição está passada" e a "presidente foi eleita legitimamente".

Preterido na disputa interna por José Serra, ele evita criticar o colega paulista, classificado por ele de "um guerreiro". A seguir, trechos da entrevista.

FOLHA – Derrotado, qual o papel do PSDB no governo Dilma?
Aécio Neves – Existiu um pensador inglês que deixa um ensinamento tanto para o governo que assume como para a oposição. Benjamin Disraeli, primeiro-ministro da Inglaterra (1804-1881), dizia que para haver um governo forte é preciso haver oposição forte. É esse papel que temos de desempenhar.

O PSDB precisa de mudanças diante das últimas três derrotas, em que sempre esteve em conflito com seu passado?
Avalio que estamos no momento de refundar o PSDB para recuperar nossa identidade partidária. Por isso, estarei propondo ao partido que, daqui até maio, quando teremos nossa convenção partidária, possamos refazer e atualizar o nosso programa partidário.
Vou sugerir um grupo de três notáveis do partido para coordenar essa refundação do PSDB, conduzir conversas com setores da sociedade, instituições organizadas, para que nesse período possamos construir um novo programa partidário.

Quem seriam os três notáveis?
O presidente Fernando Henrique, o candidato Serra e o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.

Qual a linha dessa refundação?
Que fale da nossa visão sobre privatização sem constrangimentos. Temos de mostrar como foi importante para o país as privatizações das telecomunicações, da Embraer, da Vale. Ao mesmo tempo assegurar, de forma clara, que existem empresas estratégicas do Estado que não estarão sujeitas a qualquer discussão nessa direção, como o Banco do Brasil, a Petrobras.

O sr. quer acabar com as armadilhas eleitorais em que o partido caiu nas últimas eleições?
Temos de falar disso com altivez, reconhecendo e assumindo o nosso legado. Não existiria o governo do presidente Lula com seus resultados se não tivesse havido os governos Itamar Franco e Fernando Henrique.

É uma defesa do passado?
Não, sugiro mais, um novo pacto federativo. Criaria novos critérios para cargos de confiança, profissionalização do funcionalismo público, enxugamento violento dos cargos de confiança do governo.
Devem fazer desse novo programa também a defesa da liberdade de imprensa, dos próprios valores democráticos, questões como a da reforma política, do voto distrital misto.
Propor ainda uma política externa baseada no tripé que passa pelas relações com países que defendam democracia, os direitos humanos e respeitem nossos interesses comerciais.

O ex-presidente FHC disse que não mais apoiará um PSDB que não defenda seu passado. Está em linha com o que defende?
Eu compreendo a angústia do presidente, mas não vou, numa hora dessa, olhar para trás, vou olhar para a frente. O governador Serra defendeu com extrema altivez e coragem pessoal as teses que achava que deveria defender, foi um guerreiro nessa campanha, defendeu valores extremamente importantes.

E sobre lançar daqui a dois anos o candidato do PSDB a presidente em 2014, tal como propôs FHC?
Não sei se é hora de pensar nisso. A vida é feita por etapas, não podemos é correr o risco de ter um processo atropelado no final.

O momento é mais de a "luta continua", fala de José Serra após a derrota, ou de estender a mão, de Dilma Rousseff?
Temos como exercer uma oposição aguerrida na defesa das nossas instituições, da própria democracia e na fiscalização permanente das ações do governo, colocando limites em eventuais excessos. E, ao mesmo tempo, exercermos uma oposição propositiva, que apresente propostas em torno de uma agenda de Estado, e não de governo. Aí entra na pauta a agenda das grandes reformas. Devemos estar dispostos a sentar à mesa na busca de construção de consensos em torno dessas reformas.

Quais?
Começo pela política, que reorganize nosso sistema político e partidário. A tributária, que aponte na direção da redução da carga tributária. Reforma do Estado brasileiro, que fortaleça Estados e municípios, que vêm sendo fragilizados nos últimos anos. Além da construção de uma política industrial racional, que nos tire da armadilha em que entramos, que nos transforma em exportadores de produtos primários e importadores de produtos manufaturados.
Na discussão desses temas, a próxima presidente encontrará uma oposição generosa, e, ao mesmo tempo, firme na defesa das instituições democráticas, nos limites éticos.

O presidente Lula pediu à oposição que não seja raivosa em relação ao governo Dilma.
Não vamos fazer aquela oposição raivosa exercida pelo PT ao governo FHC, votando contra tudo. O próprio PT deve ter aprendido com isso. O Brasil está maduro para ter outro tipo de oposição. Não me sentirei diminuído, ao contrário, se for convidado a sentar à mesa com outras lideranças para discutir questão previdenciária, política, tributária, reforma do Estado.

Durante a eleição, sua relação com o presidente Lula, que sempre foi boa, ficou desgastada.
Olha, temos de compreender isso como parte do processo eleitoral. Passado o calor eleitoral, todos temos de ter a disposição para conversar. Só uma oposição frágil e insegura se negaria a discutir temas com o governo essenciais à vida nacional.

O presidente Lula extrapolou na eleição de 2010?
A eleição está passada. Quem tem de fazer esse juízo é a sociedade. A presidente foi eleita legitimamente, tem todo direito de montar seu governo da forma que achar mais adequado, encontrar seu norte político.

A fila andou no PSDB? O sr. é o próximo candidato a presidente?
[rindo] O PSDB nunca teve dificuldades de quadros, continua não tendo. Só alguém neófito em política se lança candidato de si próprio. Eu estarei à disposição do partido para cumprir o papel que me designar.

Quem foi o personagem da eleição de 2010?
O presidente Lula. Construiu uma candidatura à revelia do seu partido e venceu. Essa é a marca que fica. Atropelando em determinados momentos algumas das nossas instituições, mas venceu as eleições e temos de reconhecer essa vitória, não nos fragilizarmos a partir dela.

O sr. pode sair do PSDB?
Meu destino é no PSDB.

Defende a abertura de uma janela partidária para troca de partidos no próximo ano?
Não acho que seja o essencial. Deveríamos voltar a discutir a cláusula de desempenho, que limita o número de partidos. Defendo a volta da cláusula de barreira, que limite o funcionamento dos partidos na sua representatividade da sociedade.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/825708-aecio-defende-refundacao-do-psdb-e-oposicao-propositiva.shtml

Folha flagra Dilma tomando banho de mar na praia de Itacaré

05/11/2010 às 11:22 | Publicado em Política | Deixe um comentário

A Folha flagrou nesta sexta-feira a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), na praia de Itacaré, na Bahia. Ela tomava banho de mar vestindo um maiô escuro e estava acompanhada de dois assessores e um agente da Polícia Federal.

ANA FLOR
MATHEUS MAGENTA
ENVIADOS ESPECIAIS A ITACARÉ (BA)

O grupo estava estava em dois quadriciclos vermelhos e se deslocava pela orla.

Dilma ficou cerca de 15 minutos no mar e, depois, caminhou por mais 15. Ela saiu da água enrolada numa canga azul e depois vestiu uma saída de banho cor de rosa. Antes de ir embora no quadriciclo, ela descansou embaixo de um toldo azul, que abrigava também uma caixa térmica, com frutas, biscoitos, cereais e água de coco.

Ontem, Dilma foi vista ontem na casa do empresário paulista João Paiva, na praia de Patizeiro, a cerca de 30 km do centro de Itacaré. Pouco conhecido, Paiva tem uma mansão isolada no topo de um morro cercado de mata nativa e com vista para o mar. Projetada pelo arquiteto Claudio Bernardes (1949-2001), a casa é considerada uma das mais luxuosas de Itacaré, retiro de artistas e grandes empresários.

A construção já foi capa da "Casa Vogue", que a descreveu como a "materialização do paraíso tropical", em 2007. Segundo a revista, são 1.200 metros quadrados erguidos em "linhas contemporâneas equilibradas em pedra, madeira e vidro".

Paiva voa de São Paulo para lá pelo menos uma vez por mês, em jato executivo.

A estada de Dilma na Bahia foi organizada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Na quarta, a aeronave que decolou de Brasília com a presidente eleita pousou em Ilhéus (BA).

Um dos assessores que acompanha a petista disse que ela deve retornar a Brasília amanhã.

Na segunda-feira, Dilma viaja com o presidente Lula para a Ásia. Antes, porém, deve dar uma passada em Porto Alegre para ver a filha Paula e o neto, Gabriel.

"Resta saber qual será o preço desta estadia de luxo em Itacaré".

Entenda como déficit zero melhorou a vida dos gaúchos.

04/11/2010 às 17:07 | Publicado em Política | Deixe um comentário

Nos quatro anos do governo Yeda, a arrecadação de ICMS apurará crescimento de 50% em valores nominais, passando de R$ 11,8 bilhões em 2006 para R$ 17,5 bilhões ao final deste ano de 2010.

. O déficit zero, alcançado no segundo ano de mandato e mantido até agora, deve-se não apenas à redução das despesas e à melhor gestão financeira e fiscal, mas em boa parte ao avanço da receita.

. Os investimentos públicos foram retomados e ampliados em relação a qualquer governo anterior. Apenas neste ano, unicamente para novas obras rodoviárias, os investimentos alcançarão R$ 1 bilhão – mais do que em qualquer período de governos anteriores.

. Alguns destes dados aí de cima foram listados no pronunciamento que a governadora Yeda Crusius fez nesta quinta de manhã, ao fazer um balanço dos chamados Programas Estruturantes (13 programas de ações de governo nas áreas econômicas e sociais, que cruzam entre si através de agências do governo).

. O governo revelou que ao alcançar o déficit zero em 2007, terminou o ano com superávit de R$ 623 milhões. Em 2008 foram R$ 443 milhões e no ano passado alcançaram R$ 10 milhões apenas.

. Yeda analisou muitos dados, mas o editor preferiu pinçar estes quatro dados da área da segurança pública, todos alcançados no seu governo:
1) mais 2.138 viaturas.
2) 9.298 brigadianos e policiais nomeados.
3) 10.923 vagas abertas em presídio.
4) drástica redução, este ano, de crimes como furto (7,8%), futo de veículos (10,4%), roubo de veículos (18%), extorsão (13%) e extorsão mediante seqüestro (35,7%). Outros cinco dos 11 itens listados no site da Secretaria da Segurança prosseguem altos, mas dois deles são ligados à drogas.

CLIQUE AQUI para examinar as estatísticas comparativas.

- Ao equilibrar as contas públicas, devastadas por 38 anos seguidos de déficits sucessivos, retomando ao mesmo tempo a capacidade de investimento estadual, Yeda Crusius ajudou a recuperar a autoestima local. Nem mais um único gaúcho é maltratado por seus conterrâneos brasileiros quando sai de casa. Sumiram as piadas sobre o caranguejo gaúcho.

http://polibiobraga.blogspot.com/2010/11/entenda-como-deficit-zero-melhorou-vida.html

Entrevista – Saiba por que o PT perdeu a guerra da Internet

04/11/2010 às 17:06 | Publicado em Política | Deixe um comentário

Entrevista – Saiba por que o PT perdeu a guerra da Internet

Edgar Powarczuk , diretor-Executivo Leandro&Stormer

Qual o resultado que teve a relação entre eleição e a Internet ?
As eleições presidenciais pintaram um quadro impressionista: o Brasil é metade azul, metade vermelho.http://migre.me/1XaMP. Essa nossa Linha do Equador ideológica é uma generalização proposital apenas para comparar com o mapa da penetração da Internet no Brasil.

Seria esta a explicação para a fragorosa derrota do PT na Internet?
Parece ser a mais lógica: o eleitorado “vermelho” não está na Internet, por falta de (ou precário) acesso à rede.

Mas e o Marcelo Branco e os estrategistas de Obama ?
Não adiantou chamar os melhores estrategistas da área – especulou-se, inclusive, a participação do líder interneteiro do próprio Obama A Internet é um fenômeno urbano e concentrado nas regiões de alta renda, na zona azul do mapa.

Quais são as portas para mobilizar as massas ?
As “portas de fábricas” modernas são o Twitter, o Facebook ou o Orkut. É por estes canais que a mensagem chega rápida e eloqüente. Um megafone digital poderoso. Este é um contexto que dará ainda mais urgência ao Plano Nacional de Banda Larga governamental, com alvo em 88% das cidades brasileiras.

Estas portas sempre trabalharão a favor de causas como as de Obama ?
É preciso lembrar, no entanto, que as mesmas redes sociais que ajudaram Obama, neste momento assombram seu governo. O movimento Tea Party, criado por uma Senhora de 55 anos no computador de sua casa, em três meses ganhou repercussão nacional e já interfere nas eleições para os governadores americanos.

E o futuro ?
O que nos salvará é que as redes sociais não são um partido político. Não têm líder, não têm sede, não têm programa, não têm nem ideologia. Nas redes sociais na Internet aderimos a uma causa que costuma ter muitos donos. E assinamos um manifesto radical: autonomia individual.

E-mail: Edgar
Site www.leandrostormer.com.br
http://polibiobraga.blogspot.com/2010/11/entrevista-saiba-por-que-o-pt-perdeu.html

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