Saiba como será a política econômica de Serra.
10/02/2010 às 18:43 | Publicado em Política | 1 ComentárioTags: Dilma, Eleições, FHC, Programa de Governo, PSDB, Serra
Nem de longe o governador José Serra aceitará o caráter plebiscitário que Lula quer implementar na campanha da ministra Dilma Roussef.
. A campanha serrista terá dois vetores:
1) A comparação de biografias
2) O programa de governo
. O governador José Serra acha que o governo do PT apenas deu continuidade ao governo FHC, mas adquiriu viés claramente conservador ao privilegiar a especulação financeira em detrimento da produção agropastoril e industrial. Isto, por si só, diz o que os tucanos proporão.
http://polibiobraga.blogspot.com/
Augusto Nunes: FHC merece adversários menos boçais e aliados mais corajosos
10/02/2010 às 13:54 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Augusto Nunes, Dilma, Eleições, FHC, Lula, PSDB, PT, Serra
“Para ganhar sua guerra imaginária, o presidente distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos”, constata Fernando Henrique Cardoso já no primeiro parágrafo do artigo publicado no domingo. O que faz o governo Lula para “desconstruir o inimigo”?, pergunta-se linhas adiante. A resposta resume a tática que o pastor ensinou ao rebanho: “Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido”.
Surpreendida pela contundência do ex-presidente, que desmontou com menos de mil palavras vigarices reiteradas há sete anos, a matilha companheira foi à luta, desta vez sem o comandante. Como faz sempre que sabe com quem está falando, Lula achou melhor perder a voz. Enquanto ensaia o que dizer, falarão por ele os sarneys e os dirceus, os jucás e os berzoinis, os renans e os vaccarezzas, as dilmas e as idelis, os tarsos e os mercadantes, os destaques e os figurantes do elenco de filme de terror.
Não falarão por Fernando Henrique os aliados, incapazes sequer de compreender que, mais que um artigo-manifesto, acabam de ganhar a segunda parte do roteiro para a montagem do discurso que, segundo Lula, a oposição não tem. A primeira foi publicadoa há três meses, no artigo com o título “Para onde vamos?”. O texto demonstra que o autoritarismo popular instituído por Lula pode desembocar, num Brasil presidido por Dilma Rousseff, no que qualificou de “subperonismo”.
A previsão foi confirmada em dezembro pela aparição do Programa Nacional de Direitos Humanos. Nenhum tucano associou o artigo ao documento, que pretende chegar ao futuro pela estrada que termina no século 19. Se o horizonte próximo o inquieta, Fernando Henrique se mostra sem medo do passado, título do segundo artigo. Discurso, portanto, a oposição já tem. Falta agora descobrir que tem. Falta criar coragem para pronunciá-lo. Falta o candidato que tem jeito de candidato, modos de candidato, cara de candidato e vontade de ser candidato enfim confessar que é candidato.
Tolerante, bem-humorado, substantivamente democrata, Fernando Henrique merecia adversários menos boçais e aliados mais corajosos. Há algo de muito errado com os partidos de oposição quando um grande governante tem de recordar ele próprio o muito que fez. Há algo de muito estranho quando FHC tenta impedir, sem a solidariedade ativa dos militantes, que se consume outra morte da verdade, sucessivamente assassinada desde janeiro de 2003.
Há mais de sete anos, patrulhas federais se valem da meia verdade ou da mentira grosseira para transformarem em herança maldita um legado de estadista. A cada avanço dos vendedores de fumaça corresponde uma rendição sem luta do PSDB, do DEM e do PPS. A oposição vive comprando como verdades milenares as mentiras que o governo vende. Lula, que precisou do segundo turno até para vencer Geraldo Alckmin, virou um imbatível campeão de votos. FHC, que o surrou duas vezes no primeiro turno, é apresentado como má companhia eleitoral.
Depois da vaia no Maracanã, Lula só testa a popularidade em institutos de pesquisa. Mas ficou estabelecido que ninguém foi tão amado desde Tomé de Sousa. Fernando Henrique anda pelas ruas sozinho entre cumprimentos e saudações da gente anônima,, foi mais de uma vez aplaudido no Viaduto do Chá. O Planalto espalhou que o país inteiro gostaria de vê-lo na guilhotina. A oposição acredita. É o Brasil.
As reações ao artigo escancararam o abismo existente entre a tibieza da oposição oficial e o ânimo combatente dos incontáveis brasileiros inconformados com a Era Lula que se movem e se agrupam na internet. Centenas de milhares de adversários do governo transformaram o artigo em bandeira e se juntaram à ofensiva de FHC. Sabem que não se ganha uma eleição sem confrontos nem se chega ao poder com mesuras. Sabem que disputa presidencial não é concurso de biografias, e que não é possível ser tão gentil com seitas primitivas.
Por tudo isso, aceitaram com entusiasmo o repto do Planalto. Lula quer uma disputa plebiscitária, certo? Por que não começar com um debate público entre Lula e Fernando Henrique? Pelo falatório governista, seria o duelo entre o pai dos pobres e o grande satã neo-liberal. É uma simplificação suicida. Uma coisa é discursar num palanque, cercado de amigos que agem como garotas de auditório, sob os olhos de plateias amestradas. Outra é expor-se ao contraditório, à réplica, ao aparte, à divergência, à cobrança, ao desmentido. Lula foge de entrevistas com jornalistas independentes como foge o vampiro do crucifixo. Vai precisar de coragem para enfrentar um adversário que tem razão.
PT cobra ‘Carta aos Brasileiros’ do PSDB. E irrita tucanos
10/02/2010 às 13:22 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Arthur Virgílio, Eleições, FHC, Lula, PSDB, PT
A guerra de provocações entre PT e PSDB ganhou mais um capítulo na terça-feira. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo sugeriu que os tucanos apresentem uma Carta ao Povo Brasileiro na campanha, como fez o PT em 2002. Em resposta, lideranças do PSDB no Congresso disseram que o ministro tem memória fraca e que os petistas é que devem explicar à sociedade o episódio do mensalão e também a política fiscal “irresponsável” do governo.
“Eles é que devem fazer uma Carta ao Povo Brasileiro para explicar se vão manter essa política fiscal irresponsável. Os gastos correntes já cresceram nesses anos de governo Lula 75%, enquanto a economia não deve crescer mais que 25%”, respondeu o líder dos tucanos no Senado, Arthur Virgílio (AM). “Eles devem explicações até hoje ao povo brasileiro sobre o mensalão”, reagiu o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA).
Virgílio ainda disse que Bernardo tem “memória fraca”. “Ele se esqueceu que, quando foi secretário da Fazenda do governador Zeca do PT e renegociou a dívida de Mato Grosso do Sul, era só elogios à política econômica do presidente Fernando Henrique”. Já o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, foi irônico. “O ministro tem de explicar porque ele escreve uma carta todo ano em que ninguém acredita”, afirmou, em referência ao Orçamento da União. “É recomendável a uma autoridade econômica que seja sóbrio e se preserve”, completou.
Bernardo decidiu contra-atacar os tucanos depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, “não inspira confiança” e é “reflexo de um líder”. Segundo o ministro, quem ameaça dar um “cavalo de pau” na economia é o PSDB. “É importante que o PSDB apresente uma Carta ao Povo Brasileiro para a gente ter certeza do que os tucanos vão fazer na política econômica”, insistiu. “Quem quiser saber o que a Dilma vai fazer é só olhar o que o Lula fez. Seria um tiro no pé alguém do PT dizer agora que vai fazer algo diferente. Quantos aos tucanos, ninguém sabe.”
Obras de papel, candidata de fumaça
10/02/2010 às 13:08 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Dilma, Eleições, FHC, PT
Depois de sete anos à frente do país, o governo do PT insiste em ficar mirando o passado. Nada contra comparações, desde que “sem mentir e sem descontextualizar”, como afirmou o presidente Fernando Henrique no lúcido artigo publicado no domingo passado. Mas parece claro o motivo que leva o petismo a olhar apenas para trás: o presente oferece um manancial de fragilidades do atual governo. É só abrir os jornais e ler.
Nesta quarta-feira, coube a O Globo, mais uma vez, mostrar a debilidade que impera nas obras e ações do governo. Ontem, Lula e sua candidata-ministra foram, mais uma vez, a Minas Gerais, na sanha de mostrar, “naturalmente”, a empatia dela com seu estado natal. Deram com os burros n’água.
Presidente e candidata “inauguraram” a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni. O que era para ser festa gorou: a caravana eleitoreira foi recebida com vaias pelos universitários – um grupo que, convenhamos, jamais foi hostil ao petismo. Com carradas de razão, os alunos espezinharam os visitantes: depois de três anos em obras, a tal universidade ainda não passa de um campo de lama, à qual se chega por uma rua de terra ou “trilhas de boi”, na descrição do repórter Fábio Fabrini.
“Dos dez prédios, cinco ainda estão em construção e três sequer saíram do papel. (…) Em dias de chuva forte, carros e ônibus não atravessam a lama, o que tem levado ao cancelamento das aulas. No semestre passado, os alunos perderam 15 dias”, relata O Globo. É este o tipo de obra que dona Dilma quer que seja comparada uma a uma, “escola por escola”, na campanha deste ano? Novamente parafraseando Fernando Henrique: nada a temer, a briga é boa.
Mais um pouquinho do relato do repórter: “A UFVJM tem 54 professores, 26 a menos que o ideal. Os estudantes de serviço social, por exemplo, reclamam que, para os sete períodos do curso, há sete pessoas para ensinar”. Diz um aluno: “Estamos voltando aos tempos da escola primária, quando tínhamos uma ‘tia’ para várias matérias”. Ah, nem água pra beber tem lá, numa região em que o calor costuma castigar forte.
É curiosa a similaridade entre o artificialismo das inaugurações feitas por Lula e o da candidatura de dona Dilma. É tudo uma pantomima sem fim. Em cima disso uma discurseira destinada a constranger a oposição, que não só tem muito a mostrar que fez, como a oferecer que fará. E não tem do que temer.
Dilma é um autômato tão flagrante que agora se esforça, em sua desesperada tentativa de se “mineirizar”, em encaixar “uai” em suas falas, provavelmente à custa de reprimir a duras penas seus “tchê” muito mais naturais. Obras de papel, candidata de fumaça é o que o PT tem a oferecer ao futuro do país.
Se é para comparar, continuemos na seara do ensino e tomemos um exemplo do que vai em São Paulo, e se pretende ver expandido pelo país a partir do ano que vem. Desde o início do governo José Serra, foram criadas no estado 23 faculdades que formam tecnólogos (Fatec). Serra precisou de apenas metade do tempo que Lula disse ter precisado para realizar algo como “nunca antes na história”: até 2006, as Fatec eram 26 e terminarão este ano em 53, ou seja, mais que dobrarão.
É tudo escola novinha, com tijolo, asfalto, cimento, água na torneira, laboratório, biblioteca, professor em sala de aula e formação de qualidade. Quem estuda nestas faculdades – cuja procura, em alguns cursos, supera até a de universidades públicas mais tradicionais – tem emprego praticamente assegurado: nove em cada dez saem de lá direto para um trabalho. É tanta escola para entregar que falta tempo – ao contrário de Lula, que prefere gastar o seu com pedras fundamentais e canteiros em lama. E em nenhuma delas o governador do estado foi vaiado pelos estudantes.
Fonte: Pauta em Ponto http://www.itv.org.br/itv2009/web/noticia.aspx?c=3236Para Yeda, artigo de FHC ‘recoloca as coisas no lugar’
10/02/2010 às 02:09 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Eleições, FHC, PSDB, PT, RS, Yeda Crusius
ELDER OGLIARI - Agencia Estado
PORTO ALEGRE - A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse que o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), publicado pelos principais jornais do País no domingo “recoloca as coisas em seu devido lugar”.
Para Yeda, o texto do ex-presidente foi definitivo e mostrou que “comparar estatísticas do passado não assusta mesmo”. Em nota distribuída à imprensa, a governadora sustenta que “ninguém faz do Brasil o que ele é hoje em oito anos de governo” e lembra que “a maior distribuição de renda, a inclusão ao mercado consumidor, o movimento circular em que benefícios sociais demandam mais produção, com mais consumo, gerando mais impostos e riquezas é um processo de gerações”.
A tucana afirma ainda que, “ao contrário do que disse a ministra (chefe da Casa Civil) Dilma Rousseff, o caminho do PT não é o melhor”. E na linha das comparações, ressalta, referindo-se ao PSDB, que “quem soube formular o Plano Real para a estabilidade, o Bolsa-Escola para a Educação e outros serviços básicos é que pode formular o melhor caminho para o futuro que nos espera. Sem medo”.
Em seu artigo, FHC afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades” numa guerra imaginária, na qual “distorce o ocorrido no governo anterior”. Também enumera feitos de sua gestão para, no final, provocar os adversários com a frase “se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa”.
Sérgio Guerra: “José Serra não fará o papel de anti-Lula na eleição”.
09/02/2010 às 23:14 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Eleições, Lula, PSDB, PT, Sérgio Guerra, Serra
”Somos favoritos. Mas eleição será dura”
Guerra diz que PT quer comparar o governo atual com o de FHC para esconder fraquezas da candidata petista
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata ao Planalto, quer comparar seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para “esconder” a ministra candidata. “Eles (petistas) reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita”, afirmou. Guerra disse que o candidato tucano, José Serra, não fará o papel de anti-Lula na eleição de outubro e que espera do PT “terrorismo e mentira”. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estado.
O governo insiste na tese de comparar os oito anos do presidente Fernando Henrique com os oito anos do presidente Lula. Será a eleição do passado contra o passado?
É uma comparação equivocada. Cada governo desempenha um papel em um determinado tempo social, econômico e político. Há convicção muito clara entre nós que fizemos um excelente governo. Se há o que comparar, nenhum problema de fazer essa comparação. Importante que ela seja feita inclusive agora e todo tempo. Temos que discutir nesta eleição o que vai acontecer, não adianta esconder a candidata, o que ela é, o que diz e com o que ela se compromete. O PT e seus aliados não têm confiança na sua candidata. Eles reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita.
A que o senhor atribuiu o crescimento da ministra Dilma nas últimas pesquisas?
Nunca ninguém imaginou que a candidata do presidente da República, do governo atual, do PT, tivesse 10, 15 ou 20% de intenções de votos ou fosse para a eleição desse tamanho. Somos favoritos, mas a eleição vai ser dura. É inevitável que a candidata cresça. Mas estamos monitorando isso a cada dia. Nada além das expectativas que sempre tivemos.
O PSDB se considera favorito por quê?
Estamos na frente, temos o que dizer e temos o melhor candidato.
Mas o PT também tem o que dizer.
Evidente que tem o que dizer sobre o que fizeram, mas o problema é que a população vai decidir entre um candidato que pode fazer mais e muito mais e uma candidata que seguramente fará muito menos do que aquilo que foi feito. Até porque o exemplo da administração da candidata é negativo. Ela trabalha com fundamentos autoritários, não consegue produzir nada organizado, tem uma visão preconceituosa e uma cabeça muita atrasada.
O PSDB está convencido de que só vence a eleição se Aécio Neves for vice de Serra?
Nós decidimos no partido não tratar disso. Não faz sentido para nós políticos cuidar disso agora.
O que o senhor espera da campanha?
O que já começou a ser feito. Terrorismo e mentira. Documentos do Ministério do Desenvolvimento Social, de maneira explícita, levantam suspeitas que o próximo governo não deverá continuar com o Bolsa-Família. É uma ação desavergonhada e não ética. É o padrão que está sendo desenvolvido aí. Estamos enfrentando um adversário que não respeita limite, não os considera e que não faz a menor questão de falar a verdade.
O Serra será o anti-Lula na campanha?
Não. O Serra não será. O Serra tem de se posicionar, como já se posiciona, como o José Serra, do PSDB, partido que fez muito pelo Brasil e que vai fazer muito mais.
De que forma o PSDB pretende apresentar o Serra na campanha?
Não vamos precisar fazer nenhuma cirurgia nele. Ele vai ser como ele é, como foi. A gente sabe qual o candidato que nós temos e confiamos nele.
PSDB responderá tranquilo todas as provocações
09/02/2010 às 21:50 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Eleições, PAC, PSDB, Senado
Em plenário, senadores mostram que refutarão propaganda antecipada
Brasília (09) – Ao comentar, no plenário do Senado, os últimos discursos e entrevistas da candidata oficial do PT, os senadores do PSDB mostraram que estão preparados para refutar comparações entre o atual governo e o do Partido, que durou até 2002. Mas, sem as costumeiras mentiras e números maquiados, particularmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Para o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), “qualquer comparação com Fernando Henrique Cardoso nos orgulha. Vamos fazê-la hoje, amanhã, em qualquer lugar, mas com correção, tranquilidade, com palavra empenhada e responsabilidade”.
Segundo o senador, é preciso mostrar, por exemplo, os programas sociais criados em cada governo, quem fez mais estradas a custo menor, a situação da saúde quando o governador de São Paulo, José Serra, deixou o Ministério. Ou então, na área de educação, entre outras políticas criadas e valorizadas no governo do PSDB.
O senador, porém, perqunta qual é a pauta da ministra Dilma. “Ela (Dilma) não tem coragem de assumir seus gestos. Nunca explicou aqui a história da Lina Vieira. Nem falou qual o papel dela nesse decreto dos direitos humanos, que evidentemente partiu da Casa Civil. Nem quais projetos ela defende para o Nordeste”, lamentou.
Já o senador Tasso Jereissati (CE) criticou a ministra por ter divulgado em cadeia nacional da rádio e TV que foram investidos, entre 2007 e 2009, 137 bilhões, na forma de financiamentos habitacionais a pessoas físicas. “Esse número fazia parte do PAC. Se as fontes de recursos consideradas para esse cálculo forem a Caderneta de Poupança e o FGTS, é possível calcular que esses números estão superestimados em, pelo menos, R$58 bilhões”, afirmou.
O senador disse que do total de recursos aplicados entre 2007, 2008 e 2009, 58 bilhões foram utilizados para aquisição de imóveis usados, ou seja, não são investimento. “Esse valor, disse ele, representa pouco mais da metade (52%) do total de aplicações do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, mais o FGTS, e, sendo utilizado na aquisição de imóveis já existentes, não gerou novos empregos, não gerou novos investimentos, nem gerou renda. Portanto, não constitui investimento do PAC” mostrou.
O total apurado de financiamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, mais FGTS, entre 2007 e outubro de 2009, foi de R$111 bilhões, valor bem inferior aos R$137 bilhões anunciados pela Ministra Dilma no balanço do PAC, do qual ela é gerente, lembrou Jereissati.
Para o senador Álvaro Dias (PR), o governo se apropria de forma vergonhosa dos programas de gestões anteriores. “É um governo de fantasias, de ilusão, de marketing. O PAC é uma sigla para a publicidade oficial do Governo e se transformou num paraíso das obras superfaturadas”, criticou.
Fonte: Agência Tucana
NÃO AVISEM O JOELSON. SERIA INÚTIL
09/02/2010 às 21:38 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Dilma, Eleições, Lula, TSE, Voto
Lula inaugurou, em companhia de Dilma, um campus avançado da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Teófilo Otoni, Minas. E mandou ver:
“Eu não posso falar o que vocês estão falando porque a lei não permite. Mas podem ficar certos de uma coisa: nós vamos fazer a sucessão desse País para dar continuidade ao que nós estamos fazendo. Porque esse País não pode retroceder, esse País não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo. O pobre aprendeu a ter auto-estima. O pobre aprendeu a levantar a cabeça. Ele aprendeu que é bom conquistar as coisas e nós não vamos parar mais”.
E o que “o povo” (o “povo” arranjado dos comícios) estava “falando”? Ora, gritando “Dilma presidente”. E Lula, como se nota, não fez campanha, né? Não adianta apelar ao TSE porque o ministro Joelson Dias, que não é zagueiro do Mocoembu de Dois Córregos, diria: “O que é que tem? Ele não está pedindo voto”.
Senador tucano questiona números do PAC
09/02/2010 às 19:10 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Eleições, Franco Montoro, Jereissati, PAC, PSDB
CAROL PIRES – Agencia Estado
BRASÍLIA – Coube ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) dar a largada para os debates em plenário acerca da corrida à sucessão do presidente Lula. Esta tarde, o senador cearense, um dos mais fortes opositores ao governo, lançou dúvidas sobre os números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deve ser um dos carros-chefe da provável candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência.
Jereissati contestou informação do governo, divulgada no último balanço do PAC, de que foram investidos, entre 2007 e 2009, R$ 137 bilhões em financiamentos habitacionais. “Se as fontes de recursos consideradas para esse cálculo forem a Caderneta de Poupança e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é possível calcular que esses números estão superestimados em, pelo menos, R$ 58 bilhões”, disse o senador tucano.
Tasso Jereissati afirma que estes R$ 58 bilhões foram utilizados para aquisição de imóveis usados, e não imóveis novos. “E sendo utilizado na aquisição de imóveis já existentes, não geraram novos empregos, não geraram novos investimentos, nem geraram renda. Portanto, não constituem investimentos do PAC”.
Polarização
O senador tucano levantou este questionamento para afirmar que o PSDB não tem medo da polarização da campanha entre PT e PSDB, nem das comparações entre os oito anos de governo Lula com os oito anos de governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Pelo contrário. Nós temos plena consciência de que os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso fizeram a grande revolução, que possibilitou que o Brasil entrasse no período de crescimento econômico que nós estamos vivendo hoje”, afirmou o senador, para ressaltar que a comparação pode ocorrer, mas não em cima de “números maquiados”.
A partir das críticas de Jereissati, senadores do governo e da oposição não perderam a chance de elogiar ou criticar a ministra. “A ministra Dilma é uma figura de silicone, ou seja, é uma figura que está sendo moldada à imagem e semelhança do presidente Lula”, criticou Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Segundo Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o presidente Lula e a ministra Dilma agem como se o Brasil tivesse sido fundado a partir de 1º de janeiro de 2003, quando Lula tomou posse. “Isto é uma vergonha, isto é uma mentira, isto é uma farsa, isto tem que ser combatido”, disse o pernambucano.
Defesa
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) saiu em defesa da pré-candidata do PT. Rebatendo crítica feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que Dilma Rousseff era apenas o reflexo de um líder, o senador petista afirmou que, no próximo dia 20, durante o Congresso Nacional do PT, Dilma será “saudada como uma líder verdadeira, não será apenas o reflexo de um líder”.
“Todos nós do PT hoje reconhecemos os méritos da ministra Dilma Rousseff, exatamente a sua capacidade de bem coordenar os diversos planos, inclusive o Programa de Aceleração do Crescimento e outros do governo do presidente Lula, que fizeram com que o presidente Lula a escolhesse para ser a sua sucessora”, disse Eduardo Suplicy.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senador-tucano-questiona-numeros-do-pac,508776,0.htm
Blog no WordPress.com. | Tema: Pool até Borja Fernandez.
Entradas e comentários feeds.

