Jobim anuncia exoneração de general que criticou Comissão da Verdade
10/02/2010 às 15:36 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Exoneração, General Maynard, Jobim, Lula, PNDH-3, PT
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou nesta quarta-feira que o general Maynard Marques de Santa Rosa será exonerado do cargo de chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército.
O militar assinou nota na qual afirma que a Comissão da Verdade, prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos e criada pelo governo para apurar os crimes cometidos na ditadura militar (1964-1985), seria comandada por “fanáticos” e viraria uma “comissão da calúnia”.
Segundo Jobim, o comandante do Exército, Enzo Martins Peri, confirmou o fato e sugeriu a exoneração do cargo, o que foi encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Acabei de encaminhar ao presidente da República a exoneração do chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército. Ele está à disposição do comando do Exército. O assunto está absolutamente encerrado”, afirmou Jobim.
Na nota, que circula na internet desde o dia 15 de janeiro, ele disse que os membros da comissão seriam os “mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder”.
Santa Rosa é general de quatro estrelas (maior patente militar) e integra o Alto Comando do Exército. “Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa. A história da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada [1420-1498] viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar 30 mil vítimas por ano”.
http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=263060
Band TV adverte Lula: “Você está passando dos limites, presidente !”.
10/02/2010 às 15:20 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: BAND TV, Editorial, Lula, PT, Totalitarismo
O governo Lula promove uma evidente escalada na direção do autoritarismo mais desbragado, porque são por demais transparentes as propostas dos seus principais ministros, tipo Dilma Roussef, Tarso Genro, Paulo Vanucchi, Marco Aurélio Top Top Garcia ou Carlos Minc, sempre objetivando suprimir as liberdades públicas, sobretudo a liberdade de exprssão.
. A sociedade percebeu esse recrudescimento autoritário do PT, não concorda com ele, e começa a reagir ferozmente.
. O editorial da Band TV, que você poderá ver e ouvir a seguir, é um duro recado a Lula. O editorial conclui com uma advertência a Lula: “Presidente, não brinque com a Constituição”. O Presidente abusa dos chavões, provocações, palavrões – e da paciência.
CLIQUE AQUI para ouvir e ver tudo.
http://polibiobraga.blogspot.com/2010/02/band-tv-adverte-lula-voce-esta-passando.html
Augusto Nunes: FHC merece adversários menos boçais e aliados mais corajosos
10/02/2010 às 13:54 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Augusto Nunes, Dilma, Eleições, FHC, Lula, PSDB, PT, Serra
“Para ganhar sua guerra imaginária, o presidente distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos”, constata Fernando Henrique Cardoso já no primeiro parágrafo do artigo publicado no domingo. O que faz o governo Lula para “desconstruir o inimigo”?, pergunta-se linhas adiante. A resposta resume a tática que o pastor ensinou ao rebanho: “Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido”.
Surpreendida pela contundência do ex-presidente, que desmontou com menos de mil palavras vigarices reiteradas há sete anos, a matilha companheira foi à luta, desta vez sem o comandante. Como faz sempre que sabe com quem está falando, Lula achou melhor perder a voz. Enquanto ensaia o que dizer, falarão por ele os sarneys e os dirceus, os jucás e os berzoinis, os renans e os vaccarezzas, as dilmas e as idelis, os tarsos e os mercadantes, os destaques e os figurantes do elenco de filme de terror.
Não falarão por Fernando Henrique os aliados, incapazes sequer de compreender que, mais que um artigo-manifesto, acabam de ganhar a segunda parte do roteiro para a montagem do discurso que, segundo Lula, a oposição não tem. A primeira foi publicadoa há três meses, no artigo com o título “Para onde vamos?”. O texto demonstra que o autoritarismo popular instituído por Lula pode desembocar, num Brasil presidido por Dilma Rousseff, no que qualificou de “subperonismo”.
A previsão foi confirmada em dezembro pela aparição do Programa Nacional de Direitos Humanos. Nenhum tucano associou o artigo ao documento, que pretende chegar ao futuro pela estrada que termina no século 19. Se o horizonte próximo o inquieta, Fernando Henrique se mostra sem medo do passado, título do segundo artigo. Discurso, portanto, a oposição já tem. Falta agora descobrir que tem. Falta criar coragem para pronunciá-lo. Falta o candidato que tem jeito de candidato, modos de candidato, cara de candidato e vontade de ser candidato enfim confessar que é candidato.
Tolerante, bem-humorado, substantivamente democrata, Fernando Henrique merecia adversários menos boçais e aliados mais corajosos. Há algo de muito errado com os partidos de oposição quando um grande governante tem de recordar ele próprio o muito que fez. Há algo de muito estranho quando FHC tenta impedir, sem a solidariedade ativa dos militantes, que se consume outra morte da verdade, sucessivamente assassinada desde janeiro de 2003.
Há mais de sete anos, patrulhas federais se valem da meia verdade ou da mentira grosseira para transformarem em herança maldita um legado de estadista. A cada avanço dos vendedores de fumaça corresponde uma rendição sem luta do PSDB, do DEM e do PPS. A oposição vive comprando como verdades milenares as mentiras que o governo vende. Lula, que precisou do segundo turno até para vencer Geraldo Alckmin, virou um imbatível campeão de votos. FHC, que o surrou duas vezes no primeiro turno, é apresentado como má companhia eleitoral.
Depois da vaia no Maracanã, Lula só testa a popularidade em institutos de pesquisa. Mas ficou estabelecido que ninguém foi tão amado desde Tomé de Sousa. Fernando Henrique anda pelas ruas sozinho entre cumprimentos e saudações da gente anônima,, foi mais de uma vez aplaudido no Viaduto do Chá. O Planalto espalhou que o país inteiro gostaria de vê-lo na guilhotina. A oposição acredita. É o Brasil.
As reações ao artigo escancararam o abismo existente entre a tibieza da oposição oficial e o ânimo combatente dos incontáveis brasileiros inconformados com a Era Lula que se movem e se agrupam na internet. Centenas de milhares de adversários do governo transformaram o artigo em bandeira e se juntaram à ofensiva de FHC. Sabem que não se ganha uma eleição sem confrontos nem se chega ao poder com mesuras. Sabem que disputa presidencial não é concurso de biografias, e que não é possível ser tão gentil com seitas primitivas.
Por tudo isso, aceitaram com entusiasmo o repto do Planalto. Lula quer uma disputa plebiscitária, certo? Por que não começar com um debate público entre Lula e Fernando Henrique? Pelo falatório governista, seria o duelo entre o pai dos pobres e o grande satã neo-liberal. É uma simplificação suicida. Uma coisa é discursar num palanque, cercado de amigos que agem como garotas de auditório, sob os olhos de plateias amestradas. Outra é expor-se ao contraditório, à réplica, ao aparte, à divergência, à cobrança, ao desmentido. Lula foge de entrevistas com jornalistas independentes como foge o vampiro do crucifixo. Vai precisar de coragem para enfrentar um adversário que tem razão.
Tucanos: veto de Lula ao Orçamento é afronta ao Congresso
10/02/2010 às 13:39 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Congresso, Corrupção, Lula, Orçamento, Petrobrás, PSDB, TCU
Parlamentares do PSDB rechaçaram nesta terça-feira (9) veto do presidente da República ao Orçamento 2010 durante a sessão do Congresso Nacional convocada para apreciar esse dispositivo. Para os tucanos, a decisão de Lula de retirar quatro empreendimentos da Petrobras da lista de obras com indícios de irregularidades graves apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) representa uma afronta ao Congresso.
Petrobras privilegiada - O resultado da votação será divulgado somente nesta quarta-feira (10), após a apuração dos votos feitos em cédulas pelos parlamentares. O líder da Minoria, deputado Otavio Leite (RJ), protestou porque não foi atingido o quórum mínimo de senadores, mas apenas de deputados. Para ele, outra sessão deveria ser convocada.
Independentemente desse debate, os tucanos fizeram duras críticas à postura do Planalto. “Não podemos aceitar que o presidente da República atropele o Congresso Nacional. No anexo do Orçamento estavam relacionadas 24 obras e ações do governo em que o TCU detectou irregularidades. O presidente vetou da lista quatro obras, exatamente as da Petrobras. Gostaríamos de saber a razão desse privilégio para a Petrobras, já que os outros empreendimentos não mereceram a mesma importância”, apontou o líder tucano na Câmara, João Almeida (BA)(foto).
As obras mencionadas são a construção da refinaria Abreu e Lima (PE) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); a implantação de um terminal em Barra do Riacho (ES) para ampliar a capacidade de escoamento de gás liquefeito de petróleo e a modernização e adequação do sistema de produção da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). No total, esses quatro empreendimentos integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento apresentam 181 situações de irregularidades graves, segundo o TCU.
Para Otavio Leite, o Parlamento não pode fechar os olhos diante de tantas fraudes encontradas. “Na Comperj, uma obra importantíssima para o Rio de Janeiro, foram destinados R$ 12 bilhões e nem 25% da terraplanagem foi feita. Há uma constatação inequívoca do TCU de que a obra é irregular. Portanto, este veto deveria ter sido rejeitado”, ressaltou.
Sessão da Câmara - Mais cedo, em sessão deliberativa da Câmara, os deputados aprovaram substitutivo ao projeto do Executivo que define novas regras de relacionamento profissional entre atletas e entidades desportivas e aumenta o repasse de recursos para os clubes formadores de atletas, tanto das modalidades olímpicas quanto do futebol. A proposta altera a Lei Pelé. Os destaques ao texto principal, entre eles dois de autoria do deputado Silvio Torres (SP),só serão votados nesta quarta-feira.
O plenário aprovou ainda proposta que promoveu, post mortem, o poeta e músico Vinicius de Moraes a ministro de primeira classe (embaixador) — o cargo mais elevado da carreira diplomática.
Reportagem: Rafael Secunho/ Foto: Ag. Câmara
PT cobra ‘Carta aos Brasileiros’ do PSDB. E irrita tucanos
10/02/2010 às 13:22 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Arthur Virgílio, Eleições, FHC, Lula, PSDB, PT
A guerra de provocações entre PT e PSDB ganhou mais um capítulo na terça-feira. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo sugeriu que os tucanos apresentem uma Carta ao Povo Brasileiro na campanha, como fez o PT em 2002. Em resposta, lideranças do PSDB no Congresso disseram que o ministro tem memória fraca e que os petistas é que devem explicar à sociedade o episódio do mensalão e também a política fiscal “irresponsável” do governo.
“Eles é que devem fazer uma Carta ao Povo Brasileiro para explicar se vão manter essa política fiscal irresponsável. Os gastos correntes já cresceram nesses anos de governo Lula 75%, enquanto a economia não deve crescer mais que 25%”, respondeu o líder dos tucanos no Senado, Arthur Virgílio (AM). “Eles devem explicações até hoje ao povo brasileiro sobre o mensalão”, reagiu o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA).
Virgílio ainda disse que Bernardo tem “memória fraca”. “Ele se esqueceu que, quando foi secretário da Fazenda do governador Zeca do PT e renegociou a dívida de Mato Grosso do Sul, era só elogios à política econômica do presidente Fernando Henrique”. Já o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, foi irônico. “O ministro tem de explicar porque ele escreve uma carta todo ano em que ninguém acredita”, afirmou, em referência ao Orçamento da União. “É recomendável a uma autoridade econômica que seja sóbrio e se preserve”, completou.
Bernardo decidiu contra-atacar os tucanos depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, “não inspira confiança” e é “reflexo de um líder”. Segundo o ministro, quem ameaça dar um “cavalo de pau” na economia é o PSDB. “É importante que o PSDB apresente uma Carta ao Povo Brasileiro para a gente ter certeza do que os tucanos vão fazer na política econômica”, insistiu. “Quem quiser saber o que a Dilma vai fazer é só olhar o que o Lula fez. Seria um tiro no pé alguém do PT dizer agora que vai fazer algo diferente. Quantos aos tucanos, ninguém sabe.”
Sérgio Guerra: “José Serra não fará o papel de anti-Lula na eleição”.
09/02/2010 às 23:14 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Eleições, Lula, PSDB, PT, Sérgio Guerra, Serra
”Somos favoritos. Mas eleição será dura”
Guerra diz que PT quer comparar o governo atual com o de FHC para esconder fraquezas da candidata petista
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata ao Planalto, quer comparar seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para “esconder” a ministra candidata. “Eles (petistas) reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita”, afirmou. Guerra disse que o candidato tucano, José Serra, não fará o papel de anti-Lula na eleição de outubro e que espera do PT “terrorismo e mentira”. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estado.
O governo insiste na tese de comparar os oito anos do presidente Fernando Henrique com os oito anos do presidente Lula. Será a eleição do passado contra o passado?
É uma comparação equivocada. Cada governo desempenha um papel em um determinado tempo social, econômico e político. Há convicção muito clara entre nós que fizemos um excelente governo. Se há o que comparar, nenhum problema de fazer essa comparação. Importante que ela seja feita inclusive agora e todo tempo. Temos que discutir nesta eleição o que vai acontecer, não adianta esconder a candidata, o que ela é, o que diz e com o que ela se compromete. O PT e seus aliados não têm confiança na sua candidata. Eles reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita.
A que o senhor atribuiu o crescimento da ministra Dilma nas últimas pesquisas?
Nunca ninguém imaginou que a candidata do presidente da República, do governo atual, do PT, tivesse 10, 15 ou 20% de intenções de votos ou fosse para a eleição desse tamanho. Somos favoritos, mas a eleição vai ser dura. É inevitável que a candidata cresça. Mas estamos monitorando isso a cada dia. Nada além das expectativas que sempre tivemos.
O PSDB se considera favorito por quê?
Estamos na frente, temos o que dizer e temos o melhor candidato.
Mas o PT também tem o que dizer.
Evidente que tem o que dizer sobre o que fizeram, mas o problema é que a população vai decidir entre um candidato que pode fazer mais e muito mais e uma candidata que seguramente fará muito menos do que aquilo que foi feito. Até porque o exemplo da administração da candidata é negativo. Ela trabalha com fundamentos autoritários, não consegue produzir nada organizado, tem uma visão preconceituosa e uma cabeça muita atrasada.
O PSDB está convencido de que só vence a eleição se Aécio Neves for vice de Serra?
Nós decidimos no partido não tratar disso. Não faz sentido para nós políticos cuidar disso agora.
O que o senhor espera da campanha?
O que já começou a ser feito. Terrorismo e mentira. Documentos do Ministério do Desenvolvimento Social, de maneira explícita, levantam suspeitas que o próximo governo não deverá continuar com o Bolsa-Família. É uma ação desavergonhada e não ética. É o padrão que está sendo desenvolvido aí. Estamos enfrentando um adversário que não respeita limite, não os considera e que não faz a menor questão de falar a verdade.
O Serra será o anti-Lula na campanha?
Não. O Serra não será. O Serra tem de se posicionar, como já se posiciona, como o José Serra, do PSDB, partido que fez muito pelo Brasil e que vai fazer muito mais.
De que forma o PSDB pretende apresentar o Serra na campanha?
Não vamos precisar fazer nenhuma cirurgia nele. Ele vai ser como ele é, como foi. A gente sabe qual o candidato que nós temos e confiamos nele.
NÃO AVISEM O JOELSON. SERIA INÚTIL
09/02/2010 às 21:38 | Publicado em Política | Deixe um comentárioTags: Dilma, Eleições, Lula, TSE, Voto
Lula inaugurou, em companhia de Dilma, um campus avançado da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Teófilo Otoni, Minas. E mandou ver:
“Eu não posso falar o que vocês estão falando porque a lei não permite. Mas podem ficar certos de uma coisa: nós vamos fazer a sucessão desse País para dar continuidade ao que nós estamos fazendo. Porque esse País não pode retroceder, esse País não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo. O pobre aprendeu a ter auto-estima. O pobre aprendeu a levantar a cabeça. Ele aprendeu que é bom conquistar as coisas e nós não vamos parar mais”.
E o que “o povo” (o “povo” arranjado dos comícios) estava “falando”? Ora, gritando “Dilma presidente”. E Lula, como se nota, não fez campanha, né? Não adianta apelar ao TSE porque o ministro Joelson Dias, que não é zagueiro do Mocoembu de Dois Córregos, diria: “O que é que tem? Ele não está pedindo voto”.
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