PSDB responderá tranquilo todas as provocações

09/02/2010 às 21:50 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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Em plenário, senadores mostram que refutarão propaganda antecipada

Brasília (09) – Ao comentar, no plenário do Senado, os últimos discursos e entrevistas da candidata oficial do PT, os senadores do PSDB mostraram que estão preparados para refutar comparações entre o atual governo e o do Partido, que durou até 2002. Mas, sem as costumeiras mentiras e números maquiados, particularmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), “qualquer comparação com Fernando Henrique Cardoso nos orgulha. Vamos fazê-la hoje, amanhã, em qualquer lugar, mas com correção, tranquilidade, com palavra empenhada e responsabilidade”.

Segundo o senador, é preciso mostrar, por exemplo, os programas sociais criados em cada governo, quem fez mais estradas a custo menor, a situação da saúde quando o governador de São Paulo, José Serra, deixou o Ministério. Ou então, na área de educação, entre outras políticas criadas e valorizadas no governo do PSDB.

O senador, porém, perqunta qual é a pauta da ministra Dilma. “Ela (Dilma) não tem coragem de assumir seus gestos. Nunca explicou aqui a história da Lina Vieira. Nem falou qual o papel dela nesse decreto dos direitos humanos, que evidentemente partiu da Casa Civil. Nem quais projetos ela defende para o Nordeste”, lamentou.

Já o senador Tasso Jereissati (CE) criticou a ministra por ter divulgado em cadeia nacional da rádio e TV que foram investidos, entre 2007 e 2009, 137 bilhões, na forma de financiamentos habitacionais a pessoas físicas. “Esse número fazia parte do PAC. Se as fontes de recursos consideradas para esse cálculo forem a Caderneta de Poupança e o FGTS, é possível calcular que esses números estão superestimados em, pelo menos, R$58 bilhões”, afirmou.

O senador disse que do total de recursos aplicados entre 2007, 2008 e 2009, 58 bilhões foram utilizados para aquisição de imóveis usados, ou seja, não são investimento. “Esse valor, disse ele, representa pouco mais da metade (52%) do total de aplicações do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, mais o FGTS, e, sendo utilizado na aquisição de imóveis já existentes, não gerou novos empregos, não gerou novos investimentos, nem gerou renda. Portanto, não constitui investimento do PAC” mostrou.

O total apurado de financiamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, mais FGTS, entre 2007 e outubro de 2009, foi de R$111 bilhões, valor bem inferior aos R$137 bilhões anunciados pela Ministra Dilma no balanço do PAC, do qual ela é gerente, lembrou Jereissati.

Para o senador Álvaro Dias (PR), o governo se apropria de forma vergonhosa dos programas de gestões anteriores. “É um governo de fantasias, de ilusão, de marketing. O PAC é uma sigla para a publicidade oficial do Governo e se transformou num paraíso das obras superfaturadas”, criticou.

Fonte: Agência Tucana

https://www2.psdb.org.br/interna/index.php?pg=4&id=41845

Senador tucano questiona números do PAC

09/02/2010 às 19:10 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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CAROL PIRES – Agencia Estado

BRASÍLIA – Coube ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) dar a largada para os debates em plenário acerca da corrida à sucessão do presidente Lula. Esta tarde, o senador cearense, um dos mais fortes opositores ao governo, lançou dúvidas sobre os números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deve ser um dos carros-chefe da provável candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência.

Jereissati contestou informação do governo, divulgada no último balanço do PAC, de que foram investidos, entre 2007 e 2009, R$ 137 bilhões em financiamentos habitacionais. “Se as fontes de recursos consideradas para esse cálculo forem a Caderneta de Poupança e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é possível calcular que esses números estão superestimados em, pelo menos, R$ 58 bilhões”, disse o senador tucano.

Tasso Jereissati afirma que estes R$ 58 bilhões foram utilizados para aquisição de imóveis usados, e não imóveis novos. “E sendo utilizado na aquisição de imóveis já existentes, não geraram novos empregos, não geraram novos investimentos, nem geraram renda. Portanto, não constituem investimentos do PAC”.

Polarização

O senador tucano levantou este questionamento para afirmar que o PSDB não tem medo da polarização da campanha entre PT e PSDB, nem das comparações entre os oito anos de governo Lula com os oito anos de governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Pelo contrário. Nós temos plena consciência de que os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso fizeram a grande revolução, que possibilitou que o Brasil entrasse no período de crescimento econômico que nós estamos vivendo hoje”, afirmou o senador, para ressaltar que a comparação pode ocorrer, mas não em cima de “números maquiados”.

A partir das críticas de Jereissati, senadores do governo e da oposição não perderam a chance de elogiar ou criticar a ministra. “A ministra Dilma é uma figura de silicone, ou seja, é uma figura que está sendo moldada à imagem e semelhança do presidente Lula”, criticou Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Segundo Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o presidente Lula e a ministra Dilma agem como se o Brasil tivesse sido fundado a partir de 1º de janeiro de 2003, quando Lula tomou posse. “Isto é uma vergonha, isto é uma mentira, isto é uma farsa, isto tem que ser combatido”, disse o pernambucano.

Defesa

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) saiu em defesa da pré-candidata do PT. Rebatendo crítica feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que Dilma Rousseff era apenas o reflexo de um líder, o senador petista afirmou que, no próximo dia 20, durante o Congresso Nacional do PT, Dilma será “saudada como uma líder verdadeira, não será apenas o reflexo de um líder”.

“Todos nós do PT hoje reconhecemos os méritos da ministra Dilma Rousseff, exatamente a sua capacidade de bem coordenar os diversos planos, inclusive o Programa de Aceleração do Crescimento e outros do governo do presidente Lula, que fizeram com que o presidente Lula a escolhesse para ser a sua sucessora”, disse Eduardo Suplicy.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senador-tucano-questiona-numeros-do-pac,508776,0.htm

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