Saiba como será a política econômica de Serra.

10/02/2010 às 18:43 | Publicado em Política | 1 Comentário
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Nem de longe o governador José Serra aceitará o caráter plebiscitário que Lula quer implementar na campanha da ministra Dilma Roussef.

. A campanha serrista terá dois vetores:
1) A comparação de biografias
2) O programa de governo

. O governador José Serra acha que o governo do PT apenas deu continuidade ao governo FHC, mas adquiriu viés claramente conservador ao privilegiar a especulação financeira em detrimento da produção agropastoril e industrial. Isto, por si só, diz o que os tucanos proporão.

http://polibiobraga.blogspot.com/

Augusto Nunes: FHC merece adversários menos boçais e aliados mais corajosos

10/02/2010 às 13:54 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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“Para ganhar sua guerra imaginária,  o presidente distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos”, constata Fernando Henrique Cardoso já no primeiro parágrafo do artigo publicado no domingo. O que faz o governo Lula para “desconstruir o inimigo”?, pergunta-se linhas adiante. A resposta resume a tática que o pastor ensinou ao rebanho: “Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido”.

Surpreendida pela contundência do ex-presidente, que desmontou com menos de mil palavras vigarices reiteradas há sete anos, a matilha companheira foi à luta, desta vez sem o comandante. Como faz sempre que sabe com quem está falando, Lula achou melhor perder a voz. Enquanto ensaia o que dizer, falarão por ele os sarneys e os dirceus, os jucás e os berzoinis, os renans e os vaccarezzas, as dilmas e as idelis, os tarsos e os mercadantes, os destaques e os figurantes do elenco de filme de terror.

Não falarão por Fernando Henrique os aliados, incapazes sequer de compreender que, mais que um artigo-manifesto, acabam de ganhar a segunda parte do roteiro para a montagem do discurso que, segundo Lula, a oposição não tem. A primeira foi publicadoa há três meses, no artigo com o título “Para onde vamos?”. O texto demonstra que o autoritarismo popular instituído por Lula pode desembocar, num Brasil presidido por Dilma Rousseff, no que qualificou de “subperonismo”.

A previsão foi confirmada em dezembro pela aparição do Programa Nacional de Direitos Humanos. Nenhum tucano associou o artigo ao documento, que pretende chegar ao futuro pela estrada que termina no século 19. Se o horizonte próximo o inquieta, Fernando Henrique se mostra sem medo do passado, título do segundo artigo. Discurso, portanto, a oposição já tem. Falta agora descobrir que tem. Falta criar coragem para pronunciá-lo. Falta o candidato que tem jeito de candidato, modos de candidato, cara de candidato e vontade de ser candidato enfim confessar que é candidato.

Tolerante, bem-humorado, substantivamente democrata, Fernando Henrique merecia adversários menos boçais e aliados mais corajosos. Há algo de muito errado com os partidos de oposição quando um grande governante tem de recordar ele próprio o muito que fez. Há algo de muito estranho quando FHC tenta impedir, sem a solidariedade ativa dos militantes, que se consume outra morte da verdade, sucessivamente assassinada desde janeiro de 2003.

Há mais de sete anos, patrulhas federais  se valem da meia verdade ou da mentira grosseira  para transformarem em herança maldita um legado de estadista. A cada avanço dos vendedores de fumaça corresponde uma rendição sem luta do PSDB, do DEM e do PPS. A oposição vive comprando como verdades milenares as mentiras que o governo vende. Lula, que precisou do segundo turno até para vencer Geraldo Alckmin, virou um imbatível campeão de votos. FHC, que o surrou duas vezes no primeiro turno, é apresentado como má companhia eleitoral.

Depois da vaia no Maracanã, Lula só testa a popularidade em institutos de pesquisa. Mas ficou estabelecido que ninguém foi tão amado desde Tomé de Sousa. Fernando Henrique anda pelas ruas sozinho entre cumprimentos e saudações da gente anônima,, foi mais de uma vez aplaudido no Viaduto do Chá. O Planalto espalhou que o país inteiro gostaria de vê-lo na guilhotina. A oposição acredita. É o Brasil.

As reações ao artigo escancararam o abismo existente entre a tibieza da oposição oficial e o ânimo combatente dos incontáveis brasileiros inconformados com a Era Lula que se movem e se agrupam na internet. Centenas de milhares de adversários do governo transformaram o artigo em bandeira e se juntaram à ofensiva de FHC. Sabem que não se ganha uma eleição sem confrontos nem se chega ao poder com mesuras. Sabem que disputa presidencial não é concurso de biografias, e que não é possível ser tão gentil com seitas primitivas.

Por tudo isso, aceitaram com entusiasmo o repto do Planalto. Lula quer uma disputa plebiscitária, certo? Por que não começar com um debate público entre Lula e Fernando Henrique? Pelo falatório governista, seria o duelo entre o pai dos pobres e o grande satã neo-liberal. É uma simplificação suicida. Uma coisa é discursar num palanque, cercado de amigos que agem como garotas de auditório, sob os olhos de plateias amestradas. Outra é expor-se ao contraditório, à réplica, ao aparte, à divergência, à cobrança, ao desmentido. Lula foge de entrevistas com jornalistas independentes como foge o vampiro do crucifixo. Vai precisar de coragem para enfrentar um adversário que tem razão.

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

Sérgio Guerra: “José Serra não fará o papel de anti-Lula na eleição”.

09/02/2010 às 23:14 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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”Somos favoritos. Mas eleição será dura”

Guerra diz que PT quer comparar o governo atual com o de FHC para esconder fraquezas da candidata petista

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata ao Planalto, quer comparar seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para “esconder” a ministra candidata. “Eles (petistas) reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita”, afirmou. Guerra disse que o candidato tucano, José Serra, não fará o papel de anti-Lula na eleição de outubro e que espera do PT “terrorismo e mentira”. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estado.

O governo insiste na tese de comparar os oito anos do presidente Fernando Henrique com os oito anos do presidente Lula. Será a eleição do passado contra o passado?

É uma comparação equivocada. Cada governo desempenha um papel em um determinado tempo social, econômico e político. Há convicção muito clara entre nós que fizemos um excelente governo. Se há o que comparar, nenhum problema de fazer essa comparação. Importante que ela seja feita inclusive agora e todo tempo. Temos que discutir nesta eleição o que vai acontecer, não adianta esconder a candidata, o que ela é, o que diz e com o que ela se compromete. O PT e seus aliados não têm confiança na sua candidata. Eles reconhecem que a candidata é fraca, que não tem suficiente currículo, que não tem experiência feita.

A que o senhor atribuiu o crescimento da ministra Dilma nas últimas pesquisas?

Nunca ninguém imaginou que a candidata do presidente da República, do governo atual, do PT, tivesse 10, 15 ou 20% de intenções de votos ou fosse para a eleição desse tamanho. Somos favoritos, mas a eleição vai ser dura. É inevitável que a candidata cresça. Mas estamos monitorando isso a cada dia. Nada além das expectativas que sempre tivemos.

O PSDB se considera favorito por quê?

Estamos na frente, temos o que dizer e temos o melhor candidato.

Mas o PT também tem o que dizer.

Evidente que tem o que dizer sobre o que fizeram, mas o problema é que a população vai decidir entre um candidato que pode fazer mais e muito mais e uma candidata que seguramente fará muito menos do que aquilo que foi feito. Até porque o exemplo da administração da candidata é negativo. Ela trabalha com fundamentos autoritários, não consegue produzir nada organizado, tem uma visão preconceituosa e uma cabeça muita atrasada.

O PSDB está convencido de que só vence a eleição se Aécio Neves for vice de Serra?

Nós decidimos no partido não tratar disso. Não faz sentido para nós políticos cuidar disso agora.

O que o senhor espera da campanha?

O que já começou a ser feito. Terrorismo e mentira. Documentos do Ministério do Desenvolvimento Social, de maneira explícita, levantam suspeitas que o próximo governo não deverá continuar com o Bolsa-Família. É uma ação desavergonhada e não ética. É o padrão que está sendo desenvolvido aí. Estamos enfrentando um adversário que não respeita limite, não os considera e que não faz a menor questão de falar a verdade.

O Serra será o anti-Lula na campanha?

Não. O Serra não será. O Serra tem de se posicionar, como já se posiciona, como o José Serra, do PSDB, partido que fez muito pelo Brasil e que vai fazer muito mais.

De que forma o PSDB pretende apresentar o Serra na campanha?

Não vamos precisar fazer nenhuma cirurgia nele. Ele vai ser como ele é, como foi. A gente sabe qual o candidato que nós temos e confiamos nele.

http://www.sergioguerra.org.br/home/?p=1322

fonte: Estado de São Paulo/Ana Paula Scinocca

Irritado com pergunta, Serra acusa TV de parcialidade

09/02/2010 às 19:19 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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CAROLINA FREITAS - Agencia Estado

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), irritou-se hoje com a pergunta de uma repórter da TV Brasil sobre a falta d”água na capital paulista. Em entrevista coletiva, no Palácio dos Bandeirantes, após o anúncio do reajuste de 2010 do piso salarial regional, a jornalista questionou como Serra via o fato de 750 mil pessoas estarem há três dias sem abastecimento.

O governador limitou-se a dizer que a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) está “fazendo o possível” para consertar a adutora que rompeu no domingo. “Já tinham dito que iam consertar até ontem. Não consertaram. Não sou eu que vou fazer previsão agora.”

Depois da rápida resposta, Serra passou a criticar a emissora de televisão. “Espero que a TV Brasil tenha o mesmo interesse (que tem por São Paulo) com cada Estado e cada município.”

Questionado por outra jornalista se sentia-se perseguido pela TV Brasil, o governador respondeu: “Não, de forma nenhuma. Pelo contrário. É um interesse grande que eu gostaria que fosse disseminado por todo lado. Espero que essa disseminação seja total, não sempre parcial como tem sido.”

Lançada em outubro de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a emissora pública compõe a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A rede é vista com desconfiança por políticos de oposição. A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), recusou, em janeiro, transmitir de graça a TV Brasil no Estado. Preferiu pagar R$ 20 mil por mês para veicular programas da TV Cultura, de São Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,irritado-com-pergunta-serra-acusa-tv-de-parcialidade,508768,0.htm

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